Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

OS DESAFIOS DO MERCADO DE TRABALHO NO MUNDO GLOBALIZADO

Quando abordamos em nossas aulas os temas da escolha profissional e do mercado de trabalho no mundo globalizado, precisamos nos lembrar que estamos diante de um novo paradigma. Este é um mundo bastante diverso daquele em que nós mesmos pautamos nossas escolhas e definimos atitudes que nos trouxeram até aqui.
Um mundo cada vez mais “líquido” como diria Zygmunt Bauman. Um cenário em que as verdades, as instituições e as referências mudam em uma velocidade alucinante. Isso é ruim? Sim, se pensarmos na falta de credibilidade nos adultos e nas autoridades, que muitos jovens sentem hoje em dia. Há um crescente número deles que sentem dificuldade de confiar em seus próprios pais, como modelos de referência. Se até a década de 1980 ser como o pai era algo que inspirava um jovem, hoje em dia isso já não ocorre com tanta freqüência. Aliás, não é incomum vermos pais e mães querendo ser como seus filhos. Isso sem falar da falta de credibilidade política, que culmina num cenário ainda mais nebuloso, pois se os exemplos morais das instituições que deveriam nortear a vida pública, a res publica, nos afrontam com falas de que “não estão nem aí para a opinião pública”, o que pode sentir um adolescente diante destes tipos de modelos? “Crescer para ser assim”?, eles poderiam se perguntar.
Isso gera uma idéia de que ficar no presente ou na apatia, é mesmo a melhor solução. Para quê pensar em formar um projeto de vida, se esta (a vida) é aviltada em todos os canais de televisão, nas rádios e nos jornais justamente por aqueles (os adultos) em que os jovens poderiam se inspirar para impulsionar em si um crescimento moral, ético, pessoal e profissional?
A mesa de jantar e especialmente a sala de aula não pode negar a realidade. Os desmandos, a violência e as muitas crises estão aí, mas diante delas estão as nossas escolhas e a força do nosso caráter. É preciso mostrar também exemplos de lisura e decência e dar-lhes o devido foco, senão, fica parecendo que está tudo perdido, quando não está. O que há é a vida sendo escrita e revista, o tempo todo por cada um de nós.
É nosso dever estimular uma leitura da realidade em seu todo, nas dificuldades e nas oportunidades. O jovem deve ter direito a sonhar e a perceber os meios para realizar seus sonhos com informação isenta e atualizada. Assim, se por um lado há muitos números assustadores sobre as dificuldades do mundo do trabalho atual, há também uma série de perspectivas, especialmente para alunos preparados, com brilho nos olhos e fogo no coração.
Em grandes empresas, a concorrência para programas de Trainee passa dos mil candidatos por vaga. Isso significa mais de 15 vezes mais o número de candidatos para profissões bastante concorridas no vestibular. Diante disso é preciso pensar na formação profissional como rege a LDB/96: como uma atribuição também concernente à escola. É preciso balancear a oferta de conteúdos escolares formais com aqueles que irão fazer a diferença lá na frente.
O mercado seleciona os candidatos por competências. Há muitos casos de Engenheiros que ocupam o lugar de Administradores, ou Economistas que ocupam o lugar de Psicólogos em RH. Por quê? Pois desenvolveram as competências necessárias àquilo que a empresa precisa.
Não é mais somente o nome da carreira que importa e sim o conjunto de competências fundamentais e diferenciais que uma pessoa adquiriu ao longo de sua formação.
Richard Sennet, outro sociólogo, aponta que no cenário do mundo globalizado, a seleção natural do mercado se nivela por cima e as empresas podem escolher dentre os melhores, assim como estes também podem (liquidamente) escolher onde trabalhar. Sim, é uma escolha de ganha-ganha enquanto convier a ambos os lados. O jovem fica no trabalho por quanto tempo ele quiser – se tiver competências de Trabalhabilidade, e esta fica com ele por quanto tempo necessitar – se for atraente para novos talentos. Não há mais nem a idéia de fidelidade.
Diante desta perspectiva podemos listar entre as competências fundamentais atuais: cursar uma universidade respeitada, conhecimentos gerais, domínio de uma língua estrangeira, conhecimentos avançados do Pacote Office da Microsoft, trabalhos voluntários e domínio da língua portuguesa.
Se pensarmos em competências diferenciais, estas são formadas por um mosaico de experiências que a escola e a família proporcionam, além daquelas que o próprio adolescente busca. Aqui entram em jogo uma viagem cultural, ou passeios a museus, exposições e mostras culturais (que abrem a mente do aluno para uma leitura mais crítica e enriquecida do mundo), o conjunto de valores que são defendidos e praticados em casa e na escola (o que gera um modo de ser polido e humanista), uma educação escolar voltada à autonomia e à pesquisa (que faz com que o jovem construa conhecimentos e não somente decore aquilo que a escola ensina e no seu futuro se torne pró-ativo diante das mudanças do mercado líquido), a formação familiar participativa (que favorece a humildade e o senso de equipe), uma segunda língua, o hábito de leitura (pelo aporte de cultura geral, memória e repertório cognitivo, além de aumentar significativamente a capacidade de aprendizado). Some-se a isso cursos extra-curriculares de teatro, artes plásticas ou outras expressões sensíveis (que ensinam a olhar e educam a sensibilidade, além de fortalecer a determinação e a meticulosidade) e trabalhos voltados ao autoconhecimento, que permitem que se saiba mais sobre nós, sobre nosso lugar no mundo e nosso papel diante das múltiplas possibilidades deste mundo em constante evolução.
Complexo? Complicado? Em educação, tudo que é difícil fazer, será muito mais difícil se não for feito.
A Missão de formar Projetos de Vida, de educar jovens sadios, competentes e felizes não é mais uma atribuição para a escola. É o coroamento de tudo que se processa dentro dela, pois sai no brilho dos olhos dos jovens que ela educa e ilumina toda a sociedade. Ou não.

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

O EDUCADOR E A CONSTRUÇÃO DO OTIMISMO PARA O PROJETO DE VIDA

Segundo estudos recentes, o otimismo pode e deve ser aprendido. Martin Seligman, ex-presidente da Sociedade Norteamericana de psiquiatria conduziu uma série de pesquisas sobre este estilo mental e as descobertas encorajam: os otimistas vivem mais, têm menos problemas de saúde, produzem mais no trabalho, alcançam melhores desempenhos acadêmicos e são mais felizes do que os pessimistas.
Isso, pois os primeiros adotam um estilo de vida voltado à realização de seus projetos, se comprometem com a qualidade do que realizam e se vêem como capazes de alcançar o que se propõem. Enfim, sabem que a distância entre seus sonhos e conquistas é definido em grande parte por suas próprias atitudes.
Pessoas otimistas tendem a ver as dificuldades e problemas como passageiros. Acreditam que quando algo dá errado, os danos serão pouco abrangentes e se consideram capazes de lidar com as adversidades. Já os pessimistas tendem a acreditar que os problemas são maiores do que eles, que durarão para sempre e que seus danos serão irremediáveis.
Diante desta perspectiva, um aluno otimista tenderia a buscar uma profissão mais concorrida, em uma universidade mais reconhecida. O estilo de pensamento de uma pessoa deriva em boa parte do ambiente. Pais pessimistas tendem a gerar filhos que pensam da mesma forma e professores também afetam as crenças de seus alunos.
A partir das explicações que damos aos fatos e da forma como consideramos nossas competências, geramos o que Seligman chama de Estilo Atributivo: uma tendência frequente de atribuir causas e efeitos aos fatos e à realidade. Dependendo da forma como consideramos uma situação, a mesma se torna um desafio, ou um problema. Se ao dar uma nota a um aluno dizemos: “Você não tem jeito mesmo”, estamos promovendo uma percepção de incompetência generalizada. Incutimos no indivíduo a idéia de que ele é totalmente incapaz e que não apenas neste momento específico saiu-se abaixo do esperado. Multiplique estas situações aos milhares e se tem uma matriz, uma forma frequente e sistemática (inconsciente) de pensar voltada ao pessimismo. Nossas crenças tendem a se formar em blocos associativos autopoiéticos. Com isso, o cérebro procura na realidade os dados que as confirmem. Desta forma, este aluno, ao ouvir estas percepções de incapacidade sistemática e de danos irreparáveis pode adotar uma postura apática-evitativa, desviando-se de situações nas quais poderia se ferir ou ser mal avaliado.
Tanto a postura formadora de negativismo como a superproteção são perniciosas ao pleno desenvolvimento, pois ambas tendem a mascarar as verdadeiras capacidades de um aluno.
Para tornar a situação ainda mais complexa, hoje se sabe que além das pessoas significativas, o ambiente cultural também tem seus efeitos sobre o estilo atributivo. Uma das causas mais frequentes de pessimismo é a sensação de que as causas de sofrimentos são inescapáveis. Donald Hiroto, pesquisador da Universidade de Oregon colocou um grupo de pessoas em uma sala com um som estridente que era impossível de ser desligado e outro grupo em uma outra sala, cujo som poderia ser desligado depois de muitas tentativas. As primeiras desistiam depois de algum tempo e mesmo absolutamente incomodadas paravam de tentar, se tornavam apáticas. Já o grupo de pessoas que percebia que havia algum modo de escapar do sofrimento, tentava até conseguir. Pesquisas semelhantes foram realizadas em diversas partes do mundo e corroboram a questão: acontecimentos que parecem fora de nosso controle nos colocam em paralisia. O pessimismo é isso: acreditar que nada adianta.
Temos assitido a um aumento crescente de jovens com alto potencial que nem sequer tentam se esforçar para ingressar numa boa universidade e tendemos a acreditar que são mimados. Isso pode ser verdade. Mas apenas parte dela. Muitos de nossos alunos crescem em ambientes de superproteção, de isolamento, com um certo caos familiar e além disso têm ouvido sistematicamente a palavra crise em todos os meios de comunicação, especiamente de manhã e de noite, justamente quando estão com seus pais.
Este momento pede informação, pesquisa crítica da realidade, coragem, fé, criatividade e serenidade para tomar boas decisões que promovam a sustentabilidade do Projeto de Vida de nossos alunos.
Se o horizonte externo de hoje é instável, apostemos na certezas que podemos ter: no amor pelo nosso trabalho, na solidez e na determinação daquilo que nos cabe proteger: nosso capital humano interior e nossos relacionamentos em sala de aula. Que sejamos aqueles que inspiram os alunos a buscar exemplos de pessoas e empresas inovadoras, que ultrapassaram adversidades e criaram suas alternativas de ação apesar e por causa das dificuldades que fazem parte da história do mundo. A construção do otimismo é uma opção inteligente, pois considera nosso direito a uma vida rica em valores e aprendizados que nos elevem perante um mundo sempre em mudança e evolução. Fica aqui o convite para um ano brilhante para todos nós.Nossa animação vem do contato que temos com nossa anima (alma). O bom disso é que assim nossa própria luz se reacende a cada dia, iluminando o horizonte e formando para o bem comum de modo a desenhar as cores que queremos ver, ter, ser e sentir.

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Qual a diferença entre ocupação, profissão e carreira?

Esta questão causa muita confusão na hora da escolha. Profissão é o nome da atividade na qual você pretende trabalhar e escolhe na hora de prestar vestibular. Por exemplo: Medicina é a profissão do médico e Psicologia é a profissão do psicólogo.
Ocupação é aquilo com que a pessoa se ocupa no seu dia-a-dia de trabalho. Por exemplo: eu posso ter a profissão de psicólogo e a ocupação de psicoterapeuta clínico (atender em um consultório particular) ou mesmo professor universitário (ministrando aulas em alguma faculdade). Da mesma forma, um médico (profissão) pode ter a ocupação de dermatologista (responsável por curar doenças de pele) ou, ainda, ter a ocupação de pesquisador (aquele que busca curas e vacinas para doenças, analisa casos inéditos etc). A cada ano, surgem novas ocupações dentro das diversas profissões.
Assim, conhecer a fundo todas as ocupações que a profissão que você deseja oferece, ajuda a evitar decepções e a criar alternativas para seus sonhos.
Carreira é o conjunto de atividades que uma pessoa segue dentro de uma mesma profissão. De maneira sucinta, a carreira é a sucessão de atividades dentro de uma mesma formação. No meu caso, atuo em diversas ocupações diferentes dentro da mesma carreira de psicólogo: sou psicoterapeuta clínico, escritor, palestrante e professor escolar. Já fui professor universitário, pesquisador e orientador educacional.

Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Qual o perfil dos alunos que entram na Fuvest?

Existe uma série de fatores que entram em jogo quando a gente pensa em uma aprovação em um vestibular exigente como o da Usp (Fuvest), o da Faculdade Getúlio Vargas, Unicamp, das Faculdades Federais, enfim, em uma competição como esta.
Existe, em primeiro lugar, a formação ao longo de toda escolaridade (o desempenho no Ensino Fundamental, depois no Ensino Médio). As pesquisas nacionais indicam que os jovens que têm o hábito de estudar, com hora, local e um sistema regular, que têm uma boa vida pessoal e vivem em paz com eles mesmos, que buscam uma boa vida cultural, ou seja, lêem livros, jornais e revistas de diversos temas além dos indicados pela escola, que vão ao teatro, ao cinema e que mantém um hobbie ou uma atividade que lhes traga prazer e relaxamento, passam com muito mais segurança por esta fase.
Todos estes fatores têm sido apontados pela grande imprensa dentro de três eixos:
1º) Hábito de estudo. Isso significa que você deve estudar não somente na véspera do vestibular, mas ao longo de sua vida escolar X horas por dia – eu indico pelo menos três horas. Revisar a matéria que você viu na escola pelo menos duas vezes por semana, nunca deixar lacunas nem brechas.
2º) Cultura. À medida que eu leio livros, revistas, visito sites, ou seja, quanto mais aberta está minha cabeça para investimentos em cultura, maior o meu vocabulário, meu raciocínio, minha habilidade crítica e analítica. Assim, eu tenho uma mente mais vasta, rica e ágil, que tanto no vestibular, quanto lá na frente na procura de um estágio, fazem uma diferença tremenda.
3º) Controle ou administração de suas emoções. Os melhores vestibulares têm mostrado que os melhores alunos são aqueles que têm uma boa auto-estima, apresentam válvulas de escape concretas para seu stress, são seus próprios amigos, sabem se auto-elogiar, aceitam que as derrotas fazem parte da vida e, constantemente, se dizem frases positivas perante as dificuldades da vida.
Além disso, o aspecto emocional também é favorecido pelo esporte. Não sei se você sabe, mas alunos que praticam esporte têm até 30% melhor desempenho em provas de memória. Sim, é isso mesmo. Praticar um esporte não só relaxa pela liberação de endorfina, como anima e excita o cérebro todo com a liberação de uma outra substância chamada adrenalina; além, claro, de servir muito bem para socializar e descontrair. Então, seja por meio da música, de um esporte, de um grupo positivo de amigos ou em viagens de aventura é muito importante ter uma válvula de escape para o stress.
Para finalizar esta questão, é importante resumir que os jovens que tendem a ter mais segurança no vestibular, são aqueles que:
- receberam estímulo de seus pais para enfrentarem desafios na escola e na vida social;
- souberam de seu real desempenho escolar e ouviram as verdades de seus professores e pais quanto a suas notas e comportamentos;
- entendem a importância de ler e realizam-na como hábito da casa ou, ao menos, para estarem atualizados, pois recebem incentivos para tal;
- receberam afeto incondicional e se sentem amados;
- vieram de escolas que exigem bastante dos alunos;
- souberam assimilar uma eventual repetência e aprenderam com seus erros na vida;
- são filhos de pais participantes, interessados e atentos ao seu desenvolvimento;
- praticam esportes competitivos ou, ao menos, gostam de desafios;
- são filhos de pais que demonstram autoridade na medida certa, que os educam com pulso firme, sem precisar agredir ou bater, para que os respeitem;
- demonstram uma boa adaptação na escola.

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Perfil empreendedor

Uma parte das características das pessoas com espírito empreendedor tem origem genética e a outra pode ser desenvolvida por meio de treinamento e educação. As pessoas empreendedoras têm como características principais autoconhecimento, auto-estima bem desenvolvida, solidariedade, estão inseridas em um contexto cultural, sabem se comunicar e trabalhar em equipe, têm inteligência emocional, são criativas e pró-ativas e utilizam a tecnologia a seu favor.
Acompanhe mais detalhes sobre cada uma dessas características:

· Autoconhecimento: conhecendo-se bem, fica mais fácil vislumbrar novidades e oportunidades de seu interesse. Saber quais são nossos pontos fortes, quais são nossas fraquezas (e como melhorá-las) é essencial.
· Auto-estima: com essa característica bem desenvolvida a pessoa se sente livre e motivada para tomar decisões e soltar a criatividade. Aquele que tem uma boa auto-estima se permite expressar suas opiniões e sustentar seus pontos de vista com convicção, veste-se bem, tem cuidado com seu material escolar e com sua saúde, cria uma boa impressão perante os outros e tenta novos projetos que estão além da “zona de conforto”.
· Solidariedade: ser solidário não significa apenas ajudar grupos sociais em necessidade, mas também dar “aquele” apoio para um amigo. A solidariedade ajuda a se conhecer melhor e a encarar a realidade e as necessidades humanas de um modo digno. A pessoa solidária participa de eventos voluntários, ajuda os colegas que estão com dificuldades e é um bom filho dentro de casa. Sabe partilhar, e a hora de ceder.
· Contexto cultural: é importante ser um participante ativo do mundo e ter consciência dos problemas, das dificuldades e das oportunidades que podem ser mudadas. A pessoa realmente inserida no contexto cultural, lê temas relacionados às mais diversas questões, mostra sua opinião em debates sobre a atualidade, conversa com as pessoas sobre a realidade do mundo, gosta de debater e de expor a sua opinião e sabe ouvir.
· Habilidade de comunicação: para se relacionar, para expor as idéias e para criar algo novo é preciso saber se comunicar. A pessoa comunicativa mostra boa compreensão e capacidade de expressão, seja sob a forma escrita ou falada. Tanto as pessoas extrovertidas como as introvertidas devem treinar a forma como se colocam no mundo.
· Inteligência emocional: essa característica faz com que a pessoa perceba as emoções dos demais, procure o melhor momento para falar com os outros, descubra a forma mais adequada para falar coisas difíceis, saiba conter a raiva em momentos de desconforto e tente sempre uma conciliação entre colegas que se encontram em conflito, além de cuidar de sua auto-motivação perante o que lhe for difícil ou desafiador.
· Criatividade: sem ela, fica difícil pensar em algo além do tradicional. A criatividade pode ser desenvolvida com curiosidade, viagens, leituras, teatro, cinema e cursos específicos de artes ou de criatividade em geral.
· Trabalho em equipe: saber se relacionar é fundamental em qualquer situação ou local. Seja na escola ou em família, é essencial saber ouvir a opinião dos demais e levá-las em consideração para desenvolver seu trabalho. É na interação entre as idéias que se encontram as grandes novidades. A pessoa que sabe interagir ajuda os colegas durante a execução de uma tarefa, mostra sua opinião durante um debate em grupo e conclui as coisas que começa, pois honra a sua palavra.
· Habilidade para usar a tecnologia: saber noções básicas dos principais softwares e equipamentos tecnológicos é essencial para estar antenado com o mundo e abrir novas oportunidades. A tecnologia facilita a pesquisa e é um ponto de encontro entre diversas culturas e realidades. Muitas pessoas usam a Internet para vender seus serviços e conquistar parceiros para suas idéias. Agiliza a vida e facilita o ato de empreender.
· Pró-atividade: pro = a favor de + atividade = a energia que move o mundo. É a característica de uma pessoa que resolve as coisas. O individuo pró-ativo oferece ajuda a um professor, chefe, amigo ou colega, mesmo sem ser solicitado. Ele está sempre um passo adiante, pensando no que virá pela frente. É ele quem faz acontecer. Tem uma mente voltada as soluções e não fica brigando com o lado difícil, chato e duro da vida. Ao contrário, faz logo o que tem que ser feito para poder usar sua energia no que realmente lhe interessa.

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Como posso aprender a me concentrar mais?

Antes, durante ou depois de estudar, as técnicas de concentração são interessantes atividades neuróbicas que podem fazer toda a diferença. Existem algumas técnicas interessantes que selecionei para você. Faça duas delas por dia, e veja a diferença em uma semana de treino.
1) Olhe na ponta do dedo indicador por um minuto, sem piscar. Conte até sessenta, na mente.
2) Faça o mesmo exercício, sem piscar.
3) Jogue uma bolinha de tênis na parede, sempre no mesmo ponto, por 100 vezes.
4) Escreva o número 8, incidindo a caneta sempre em cima das linhas escritas, como se fosse reforçar a escrita, por um minuto.
5) Posicione seu dedo em frente aos olhos (cerca de 30 cm) e focalize o dedo, depois o que estiver ao fundo, olhando através do dedo, como se visse por uma câmera fotográfica até ele ficar desfocado. Repita essa seqüência diversas vezes – foco no dedo, foco no fundo, foco no dedo, foco no fundo...
6) Olhe os ponteiros do relógio por 60 segundos.
7) Conte de dois em dois até 100. Para aprimorar, ou variar, pode contar de três em três até 99, de dois e meio em dois e meio até 100 e três e meio em três e meio 101,5.
8) Imagine uma tela de cinema em sua mente, bem grande. Projete nela algumas formas: quadrado, retângulo, reta, ponto, triângulo... Depois imagine cores dentro das formas: verde, amarelo, azul, branco, laranja...
9) Observe um objeto por 60 segundos. Feche os olhos e lembre do maior número de detalhes possível.
10) Mantenha a cabeça firme e movimente somente os olhos: olhe para o lado direito e depois para o lado esquerdo, em movimentos bem amplos e lentos. Faça o exercício contando de um a 20 cada vez que olhar para o lado direito.
11) Faça o mesmo exercício olhando, agora, para cima e para baixo (vinte vezes também) e depois em círculos.
12) Conte mentalmente até 60 segundos, em ordem decrescente: 60, 59, 58... Se esquecer onde está, distrair-se, comece tudo de novo.
13) Este é bem interessante, pois alia concentração e relaxamento: feche os olhos e imagine uma tela de cinema, na qual projeta o número 1. Quando expirar, imagine que está assoprando o número 1 para longe, tão longe que ele desaparece no infinito (faça um biquinho com a boca para soltar o ar). Quando inspirar veja aparecer o número 2. Continue respirando lenta e pausadamente até chegar no 100. Você pode tentar também na ordem inversa, de 100 a 1 especialmente naquelas noites que estiver com dificuldade para dormir.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

A Inteligência Emocional (Q.E.) é mais importante que a Inteligência Formal (Q.I.) no mercado de trabalho?

Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, estudou esta questão e chegou a conclusão de que cerca de 80% do sucesso de uma pessoa pode ser atribuído às características da Inteligência Emocional.
Ele pesquisou o perfil de 500 executivos de sucesso norte-americanos. Percebeu que a média do QI destas pessoas, não era maior do que o encontrado na população em geral.
A Inteligência Emocional é composta por cinco características: autoconhecimento, conhecer as próprias emoções, aprender a lidar com as próprias emoções, motivar-se e reconhecer as emoções nos outros. Todas elas podem ser desenvolvidas ao longo da vida, com treino e educação.