quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pesquisa mostra a importância de duvidar dos sonhos de carreira

Um estudo mostrou o quanto é importante dizer a uma pessoa que ela não é qualificada para a carreira dos seus sonhos. Pesquisadores indicam que não é suficiente dizer a um estudante, por exemplo, que ele não tem habilidades necessárias para atingir um determinado objetivo profissional. A maioria das pessoas não desiste muito fácil dos seus sonhos, é necessário que se construa uma imagem do real potencial de coisas ruins que podem acontecer se tudo der errado, diz Patrick Carrol, um dos autores do estudo feito pela Universidade de Ohio. Os resultados são especialmente relevantes para estudantes que almejam carreiras em mercados voláteis e para os professores e profissionais vocacionais que possam ajudá-los a procurar outras opções.

A idéia do estudo, diz Carrol, não é desestimular os sonhos, mas desestimular as pessoas a seguirem carreiras que não condizem com suas habilidades. Afinal, elas perseguem sonhos de carreiras perfeitas até o fim, independente das evidências, e muitas vezes não se mostram somente pouco preparadas, como foi previsto em testes vocacionais ou entrevistas na universidade, mas podem sofrer muito até entenderem isso ou enfrentarem o trauma de falhar durante o processo, gerando problemas mentais ainda maiores.

Deve-se ter muita precaução ao lidar com os sonhos e esperanças das pessoas, claro. Seus objetivos de vida são uma parte importante de como uma pessoa se define, diz Carrol. Ainda assim, são esperanças muito vulneráveis, que muitas vezes só existem na cabeça de cada um. É necessário saber como essa construção imaginária de uma carreira profissional, por exemplo, se dá. Geralmente não prestamos atenção às evidências que dizem que um plano pode dar errado, afirma o pesquisador. O próximo passo da pesquisa é entender como as pessoas contornam situações de desistência parcial dos sonhos e objetivos traçados para a vida profissional e se isso contribui positivamente para traçar objetivos mais realistas.

Fonte: Ohio State University Research News

Acesso: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/

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