Houve um tempo em que dois países – Estados Unidos e União Soviética – ameaçavam o mundo com seus arsenais bélicos. Era a chamada Guerra Fria e chegava-se a fantasiar que havia dois telefones vermelhos nos governos desses países, cujo acionamento detonaria uma guerra nuclear que poderia rachar a Terra em muitos pedacinhos. Com a queda do Muro de Berlim, esse contexto ruiu, mas se engana quem pensa que vivemos num mundo mais seguro.Arsenais nucleares da antiga União Soviética, que se fragmentou em outros países, hoje não estão nas mãos de um único governo, mas de vários, alguns deles oriundos de grupos separatistas. Isso sem contar líderes como o presidente da Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que alardeia ao mundo estar a caminho de ter sua bomba atômica. Como se não bastasse, há ainda um agravante: desde o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, nos EUA, o medo do terrorismo é uma constante - e em muitos países. Ou seja, o contexto histórico atual pode ser até mais perigoso que o da Guerra Fria.
Por tudo isso, é necessário investir em segurança em escala global. E, diante do perigo, há a oportunidade. A quem trabalha no setor, por exemplo. O Brasil, um país pacífico por natureza, também precisa ter sua segurança. O setor só tem crescido, tanto na esfera governamental, da segurança nacional, quanto na segurança pessoal, através da segurança pública e empresas privadas. O governo brasileiro está investindo R$ 40 bilhões nas Forças Armadas e, no setor privado, a segurança deve abrir nada menos que 10 mil postos de trabalho nos próximos 5 anos.
Se uns assustam o mundo, portanto, outros precisam trabalhar para defendê-lo. E de muitos tipos de ataques, inclusive os ataques que os humanos cometem contra o ecossistema, ou os ataques virtuais que acontecem em rede, através da internet. Terreno para a segurança, portanto, tem de sobra.
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