A "Folha de S.Paulo" traz como manchete nesta segunda feira: "Faculdades estão mais baratas". Na reportagem, aponta-se que a concorrência acirrada e a estagnação na entrada de novos alunos derrubaram as mensalidades das particulares no menor nível em dez anos.A queda chega a 31% no período, segundo a "Folha". O valor nominal médio das mensalidades, que era de R$ 532, caiu para R$ 367, segundo dados do Semesp (sindicato das universidades particulares de São Paulo). Outro dado interessante é sobre o aumento na oferta de cursos. O número de de instituições particulares subiu 123% entre 1999 e 2008, enquanto o número de alunos cresceu apenas 0,6% entre 2007 e 2008.
Analisando os dados, por um lado há uma maior facilidade em fazer um curso superior, considerando o valor menor da mensalidade e o número maior de instituições. Por outro, há o perigo da multiplicação de cursos que nem sempre têm a contrapartida da qualidade necessária para uma boa formação dos alunos.
Por isso, é preciso muito cuidado na hora de pensar sobre onde fazer um curso superior. Da mesma forma que não queremos um motorista meio sóbrio para nos levar a um destino, nem um médico meio competente para nos operar, não podemos aceitar uma faculdade meio qualificada para nossa formação profissional. Até porque as melhores empresas para se trabalhar também vão buscar os profissionais formados nas melhores universidades.
Precisamos querer o melhor e lutar para isso. Lutar, no caso, significa se preparar. Ou seja, precisamos de um projeto de vida bem definido e perseverança em colocá-lo na prática do dia a dia. E isso não tem preço.
2 comentários:
É Leo, precisamos tomar cuidado com o capitalismo selvagem, com o lucro a qualquer modo (dane-se a qualidade). O que dizer da proliferação de cursos e de formados que não terão espaço no mercado depois da graduação hein?
Muito bem colocado, Rômulo. Por isso, é preciso que o momento que antecede o vestibular seja de pesquisa por parte do estudante. Para que ele se conheça, conheça o meio universitário e depois o mercado. Esse tem sido o pilar do meu trabalho. Por outro lado, cabe às autoridades, do governo, regularem a qualidade dos cursos universitários, através da chancela do MEC. Grande abraço e obrigado por deixar aqui seu ponto de vista, enriquecendo o debate.
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