quarta-feira, 28 de julho de 2010

Na onda dos solteiros, um novo mercado

Já são mais de 5 milhões as pessoas que moram sozinhas no Brasil, segundo o mais recente levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado na imprensa no final de 2008. Isso significa nada menos que 10% dos domicílios que há no País.

A tendência é de crescimento desse índice, considerando que o número dobrou na última década e deve mais que dobrar até 2016, chegando a 12 milhões, segundo projeções do IBGE. E o impacto já pode ser sentido em muitas áreas da economia. Mais que isso: abre-se, com esse fenômeno, um novo nicho de mercado, que exige novas ideias, novos formatos de produtos.

O fato de haver mais pessoas morando sozinhas requer produtos e serviços diferenciados, pois é uma nova estrutura que se configura no ambiente urbano, diferente da tradicional família com pai, mãe e filhos dentro de uma casa. Cria-se, portanto, um novo leque de opções no mercado de trabalho.

Por exemplo, em vez das embalagens tamanho família, passam a ser necessárias as pequenas, com porções individuais (e isso vale para tudo, principalmente os mais diversos tipos de alimentos, como comidas e bebidas vendidas em supermercados). Eletrodomésticos e eletroeletrônicos com maior praticidade são uma nova exigência, assim como serviços diversos que atendam a quem mora sozinho e muitas vezes prefere pedir pronto a fazer.

O setor imobiliário também busca adequações, com apartamentos mais compactos e com estrutura mais dinâmica no conceito home office, por exemplo. No ramo automobilístico, os carros precisam diminuir de tamanho ou aumentar em gadget (GPS, Ipod e outras interfaces multimídia). Nas agências de viagens, é preciso criar pacotes que preveem outros tipos de atividades que não visando apenas famílias. E o setor cultural passa a contar com um tipo de pessoa mais disponível para cinema, teatro, shows, e mais disposta a sair de casa em busca de amigos e paqueras.

São mudanças que requerem criação, produção, iniciativa, ou seja, são necessários profissionais alinhados com essa demanda. E eis, portanto, uma nova oportunidade para empreendedores que compreendam as necessidades desta população em franca expansão.

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imagem sxc

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